Obras

Obras > Oropa, França e Bahia
1988

2. Nas Portas dos Cabarés

Tava cantando em Goiana
Na casa de um amigo
Quando a mulher mundana
Pediu pra falar comigo
Toda cheia de desgosto
As lágrimas banhando o rosto
Disse: poeta tu és
Por favor, cante um poema
Relativo a meu dilema
Nas portas dos cabarés

Deixei a casa materna
Com quinze anos de idade
Pra viver pelas tabernas
De escândalos e vaidades
Empregada nos balcões
Das riquíssimas pensões
Nos botequins, nos motéis
Era uma vida de prazer
Eu nunca pensei em sofrer
Nas portas dos cabarés